A publicitária e leitora do blog Amanda Vettore que trabalha na Desemtupidora 18 do Forte mandou para a gente um post muito conscientizador sobre o saneamento básico no Brasil. Então hoje o espaço é dela aqui no blog:
Brasil, o país da Copa do Mundo de 2014, das Olimpíadas de 2016, do Carnaval, de uma das sete maravilhas do mundo (Cristo Redentor), das belas praias e lugares de paisagens límpidas, coloridas, vivas e ricas em fauna e flora. Chega até ser poético pensar na nação brasileira desta forma. Entretanto, a realidade pregada é inodora, incolor e insípida.
Segundo informações do Censo do IBGE de 2008, divulgado no final do ano passado, cerca de 55% dos brasileiros não possuem rede de tratamento de esgoto próximo às suas casas. Além disso, dados da Organização das Nações Unidas apontam que moradores de zonas rurais são os que mais sofrem, já que de cada 100 pessoas, 97 não possuem acesso à água canalizada.
Alguns residentes não têm assistência ou mesmo auxílio da prefeitura local para poderem criar uma fossa séptica, quanto mais para conseguirem manter um processo de desentupimento. A água dessas pessoas vem com mau cheiro, cor e gosto amargo de uma realidade fora do que é divulgada pelos grandes governantes. Parte deles ainda desconhece o significado da palavra sustentabilidade e da importância do ‘verde’.
De acordo o Ministério das Cidades e a Lei do Saneamento Básico (Lei 11.445), a universalização dá água é prevista para acontecer em até 20 anos, mas com os grandes eventos batendo à porta do Brasil, será possível esperar tanto tempo para o bem-estar social e sustentável da população?
Em ano de eleição, o jeito é escolher o candidato que realmente possa fazer a diferença em seu município, e, que acima de tudo, possa encontrar a melhor solução àqueles que sofrem com a ineficiência do tratamento de esgoto e água potável.
Abaixo, você confere a lista das 10 cidades com os piores resultados em saneamento em 2009, no país:
- Canoas (RS)
- Jaboatão dos Guararapes (PE)
- Macapá (PA)
- Ananindeua (PA)
- Nova Iguaçu (RJ)
- Belém (PA)
- São João de Meriti (RJ)
- Belfort Roxo (RJ)
- Duque de Caxias (RJ)
- Porto Velho (RO)
Fonte: Instituto Trata Brasil