Crochê com sacolas plásticas
October 27, 2009

A artista plástica Greice de Barba, conta que desde pequena gostava de fazer crochê e outros tipos de trabalhos manuais.
Depois que se formou em Artes Plásticas a artista que reside em Caxias do Sul descobriu uma técnica de produzir linhas com sacolas plásticas de supermercado.
Encantada com a técnica ela começou a realizar os seus projetos que a levaram ao Salão de Artes da FIEMA em Bento Gonçalves em 2008 onde expos uma escultura de 1,90 m feita com mais de 500 sacolas de supermercado utilizando a técnica do crochê.
Atualmente Greice que é professora de Artes no ensino fundamental e tutora acadêmica no curso de Artes Visuais à Distância da UCS (pro-lic). Ensina aos seus alunos a fazer o crochê com as sacolas plásticas e outros projetos que envolvem a reciclagem. Em dezembro deste ano defenderá seu TCC de Especialização em Artes Visuais: Cultura & Criação que teve inspiração a partir deste trabalho.
A Greice mandou várias fotos do seus projetos e explicou tin tin por tin tin como funciona:
Greice de Barba
O trabalho começa já na hora de conseguir as sacolas…
Na hora de recolher não importa a cor, tamanho e nem se está com alças e o fundo inteiro. Depois de conseguir um bom número é que faço uma seleção por semelhança de estampas, cores, tamanhos…
Feito isso, é hora de fazer a linha e o resultado é esse.

Com os novelos de linha prontos, utilizo uma agulha de crochê normal, com uma ponta grossa como as que são utilizadas para barbante. O resultado de um ponto básico é este:

Depois de feito o crochê, o plástico fica extremamente maleável, macio e resistente.
Com esta trama podemos criar bolsas ecológicas (totalmente sustentáveis), tapetes, pufes, almofadas, forro de sofá, cortina…. ai não tem limite…basta usar criatividade.
Batizada de “Viemos do BARRO. Vivemos do PLÁSTICO”, teve origem quando a partir do meu gosto por fazer crochê busquei uma linha diferente das convencionais. Ao iniciar uma bolsa ecológica com esta técnica fiquei encantada e veio uma vontade de divulgar isso, de não guardar comigo apenas.
Foi então que fiquei sabendo do Salão de Artes da Fiema Brasil que ocorreria em outubro de 2008. No salão participariam apenas artistas convidados. Mas descobri quem era a curadora e me apresentei, falei do meu trabalho e ela adorou. Disse que me daria um voto de confiança e que era para eu criar algo especialmente para o Salão.
De início eu pensei em fazer um pufe enorme para as pessoas poderem sentar. Mas no fundo essa idéia não me agradou.
E em uma noite, naqueles minutinhos antes de dormir enquanto nossa mente viaja e pensa em tudo e mais um pouco, me veio a imagem de um DNA. Eu já estava praticamente dormindo, mas deu tempo de escrever um lembrete no meu celular escrito “DNA” que apitou no dia seguinte. Foi o meu momento eureka!
Fiz então várias relações. Desde que nascemos, utilizamos plásticos e embalagens em geral todos os dias, em tudo quanto é ocasião. Ou seja, a necessidade de consumir embalagens já nasce conosco e nada melhor pra mostrar nossa essência que um DNA.
Só que era uma estrutura complexa demais para eu fazer em pequena escala.
Comecei a divulgar e-mails para amigos me ajudarem a recolher sacolas. Saiu até em colunas sociais o meu S.O.S. Sacolas! Mas mesmo assim não era o suficiente.
Em um dia quando resolvi tirar um tempinho pra mim, voltei no campus onde fiz faculdade à convite de uma ex-prof para assistir um seminário de Arte/Educação. Lá conheci o projeto que uma prof. realizou em um arroio de nossa cidade. Ela era prof. de artes e fora do horário escolar organizava as tribos da cidadania da parceiros voluntários. A iniciativa deles cresceu tanto que até a empresa que recolhe lixo na cidade colaborou. Juntaram não sei quantas toneladas de lixo que estava no arroio.
Como eu conhecia essa prof., no final da palestra fui parabenizá-la pela iniciativa e já aproveitei para comentar o que eu havia descoberto e que ao ver o trabalho dela pensei em pedir ajuda para os tais “tribeiros”.
No dia seguinte ela me apresentou via e-mail para a coordenação dos parceiros voluntários de Caxias do Sul. Eles adoraram a idéia. Mobilizaram 5 escolas e em nem um mês conseguiram quase 1000 sacolinhas pra mim. Só assim foi possível selecionar tamanhos, cores e texturas de sacolas para deixar minha escultura com uma aparência bacana.
Como agradecimento, esse ano dei algumas oficinas pra esses alunos que recolheram as sacolinhas.

Contato da Greice de Barba
E-mail profissional: greicearte@hotmail.com
Celular (54)9141-9445
Orkut da Greice de Barba
Coza Native: ecodesign premiado
August 25, 2009

Linha de utensílios plásticos ecológicos da Coza é premiada no IDEA/Brasil 2009.
A segunda edição brasileira da famosa premiação IDEA (International Design Excellence Award) escolheu a linha Coza Native como um dos melhores produtos na categoria ecodesign deste ano.
A linha composta de sete peças para petiscos utiliza fibra de coco na sua matéria prima. A composição é de 65% de plástico e 35% de biopolímero feito de casca e fibra de coco. O produto tem preço sugerido de R$ 2,04 (molheira) a R$ 19,56 (bandeja)
A premiação vem reconhecer o esforço da Coza na produção de produtos ecológicos e que não fica só na linha Coza Native, mas se estende com a linha Coza Bios (feita com lignina, substância orgânica associada à celulose proveniente de madeiras certificadas) e Coza Organic (biodegradável e composta com biopolímeros obtidos da batata).

Cadeira de garrafas pet
July 6, 2009

Fábrica de reciclagem com processos de reciclagem e máquinas desenvolvidas pela Cohda Design permitem qualquer um fazer sua própria cadeira a partir de garrafas plásticas usadas.
No ano de 2007 o projeto foi apresentado ao público na conferência Dott’07 em Newcastle. Foi pedido para que as pessoas trouxessem garrafas plásticas usadas que então foram transformadas a partir das máquinas de extrusão em cadeiras pelos visitantes do evento.

Segundo o estúdio inglês Cohda Design, a cada unidade produzida é economizado 89kWh ao reciclar em vez de produzir uma cadeira com produtos novos. O equivalente 4450 horas de uso de uma lâmpada fluorescente de 20w.
Como o único material empregado é plástico, a cadeira pode ser reciclada novamente para a criação de outra cadeira.


Plantas saudáveis com a ajuda de garrafas pet
January 13, 2009

Quando estive em Joinville em Novembro fui à tradicional Festa das Flores da cidade. E uma banquinha havia me chamado a atenção. Nesta banquinha estavam vendendo um gotejador (para regar plantas) que funcionava com garrafas plásticas usadas.
Tratei logo de comprar uma e na última semana coloquei para testar. Um casal de amigos nossos foi viajar e nos deixou as chaves para cuidar do apartamento. Como eles têm uma planta relativamente grande e para não termos que ir muitas vezes ao apartamento instalamos o gotejador.
É super prático, reutiliza garrafas pet e ele tem um mecanismo que te deixa controlar o ritmo do gotejamento. Assim você regula a quantidade de água em relação a cada tipo de planta que você tem.
A empresa fabricante do gotejador Petgotta é a Acquavitta e eles possuem representantes em vários estados do país. Dê uma olhada no site deles.
Vaso e fruteira de papelão
December 30, 2008

Criado pelo designer inglês James Mcadam o vaso e a fruteira vem desmontados e em chapas planas. O material utilizado é papelão reciclável e plástico biodegradável.


